Expectativa de vida aumentada

Segundo um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, atividades simples como caminhar ou pedalar aumenta a expectativa de vida em até sete anos

Atividade física modifica o cérebro

Praticar atividade física pode modificar a estrutura e o funcionamento do cérebro

Prejuízos de ficar muitas horas sentado

Estudo mostrou que é melhor para a saúde praticar exercícios físicos moderados, como ficar em pé e caminhar, por um tempo prolongado.

Antes pouco do que nada

Praticar esportes nas horas de folga do sábado ou domingo já representa um início favorável na mudança de estilo de vida.

Saúde Bucal

Alimentos detergentes ajudam a manter saúde bucal

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Atividade física aumenta a expectativa de vida

Nada de remédios ou fórmulas mágicas. O segredo da longevidade está na prática de atividades físicas. Segundo um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, atividades simples como caminhar ou pedalar aumenta a expectativa de vida em até sete anos.

Esse foi o primeiro estudo que estipulou uma quantidade exata de anos que podem ser prolongados com a incorporação de hábitos saudáveis no dia a dia. A pesquisa envolveu mais de 600 mil participantes acima dos 40 anos. A maioria praticava atividades leves ao ar livre, como andar de bicicleta.

A conclusão foi que uma caminha rápida por dia, de no máximo uma hora, já é o suficiente para aumentar a longevidade. No entanto, os pesquisadores ressaltam que além da atividade física, é preciso manter hábitos saudáveis como alimentação equilibrada.

Fonte BEM ESTAR

segunda-feira, 25 de março de 2013

Atividade física modifica o cérebro, aponta pesquisa

Praticar atividade física pode modificar a estrutura e o funcionamento do cérebro. É o que aponta um estudo publicado recentemente pela revista Neurobiology of Aging sobre a importância de um estilo de vida fisicamente ativo na saúde cerebral.

Na pesquisa, um grupo de investigadores da Universidad de Uppsala, na Suécia, questionou 331 homens e mulheres com idades de 75 anos sobre a quantidade de exercício físico que realizavam semanalmente. Esse mesmo grupo foi submetido a diversos exames, entre eles ressonância magnética, para avaliar desde a estrutura do cérebro até a capacidade cognitiva de cada um.

Os resultados mostraram que as pessoas fisicamente ativas foram mais rápidas nos testes de atenção e memória. Também foi observado nesse grupo um volume maior de massa cinzenta - a que processa a informação no cérebro.

O estudo conclui que praticar exercícios físicos é uma ação das mais relevantes na saúde mental, principalmente dos idosos.

Fonte UNIVERSIA

quinta-feira, 7 de março de 2013

Fazer exercícios físicos intensos não compensa o prejuízo de ficar muitas horas sentado

Não adianta praticar atividade física intensa se a maior parte do dia você é sedentário. Segundo um estudo da Universidade de Maastricht, na Holanda, publicado nessa quarta-feira no periódico Plos One, é mais benéfico para a saúde fazer exercícios físicos moderados, como ficar em pé e caminhar, por um tempo prolongado, do que praticar uma atividade intensa por pouco tempo, desde que a quantidade de calorias gastas em ambas as atividades seja semelhante.

Participaram do estudo 18 jovens de 19 a 24 anos, de peso considerado normal, que seguiram três rotinas distintas, cada uma durante quatro dias. Na primeira, os participantes deviam ficar sentados por 14 horas diárias e não praticar nenhum tipo de atividade física. A segunda exigia que eles ficassem sentados por 13 horas e realizassem uma hora de exercícios intensos. Na terceira, por fim, eles deveriam substituir 6 horas sentados por quatro horas caminhando e duas horas em pé. Ao término do período de cada rotina, os pesquisadores mediam a sensibilidade à insulina e níveis de lipídios no sangue de cada participante. Esses dois fatores estão relacionados a síndromes metabólicas, como diabetes e obesidade.

Quando seguiram a rotina mais sedentária, os participantes gastaram cerca de 500 calorias (kcal) por dia a menos do que com as outras duas rotinas, que proporcionaram um gasto calórico semelhante entre si.

Os níveis de colesterol e lipídios no sangue apresentaram uma pequena melhora quando os participantes praticaram exercícios intensos durante uma hora por dia, mas a melhora significativa ocorreu quando eles se mantiveram ativos por períodos maiores, em atividades de baixa intensidade. Os melhores níveis de insulina também foram encontrados no período em que os participantes seguiam a rotina de exercícios de baixa intensidade.

Os autores concluem que uma hora diária de atividade física, ainda que intensa, não é capaz de reverter os efeitos prejudiciais à saúde provocados por passar muito tempo sentado, ou inativo.

Fonte: VEJA

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Atividade física: antes pouco do que nada

No verão aumenta a vontade de ficar bonito e em forma. Mas a vida corrida não colabora e as horas livres para atividades físicas diárias tornam-se artigos de luxo. Correndo contra os ponteiros do relógio, lá vão os atletas de fins de semana tentar recuperar o tempo perdido. Embora os médicos já tenham torcido muito o nariz para esse tipo de atitude, hoje, eles jogam no time dos "antes pouco, que nada". Mas alertam: nada de ultrapassar os limites do corpo.

A boa notícia que a comunidade médica tem passado é que praticar esportes nas horas de folga do sábado ou domingo já representa um início favorável na mudança de estilo de vida, visto que a idéia é combater o sedentarismo, considerado um sério problema de saúde que afeta 80% da população mundial.

"Entre ficar parado e praticar exercícios físicos apenas nos fins de semana, a orientação é se exercitar, desde que a atividade seja praticada de forma leve a moderada", alerta a médica Alana Claudia Murillo Santos, do grupo de Medicina Esportiva do Hospital VITA Curitiba. "Atividade física sem exageros só traz benefícios", ressalta.

Caminhada é a modalidade mais aconselhada - não tem contraindicações, é de fácil acesso e ainda auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares, no controle da ansiedade e do peso. Bike e corrida do tipo trote também são boas alternativas. Entre as atividades desportivas estão futebol, vôlei e basquete.

Exageros - O perigo é passar dos limites e empregar esforço exagerado, sem saber como está a condição de saúde e, ainda, estando sedentário há muito tempo. Aí as chances de surgirem problemas de saúde, como lesões, crises de hipertensão, desidratação e até o popular mal súbito são bem maiores. Por isso, os homens precisam tirar da cabeça que podem jogar futebol no sábado como se fosse o Neymar.

"Intensificar além da conta o exercício sem estar preparado e sem orientações eleva o risco de sofrer lesões ortopédicas, entorses, distensões e contraturas musculares. Quem tem problema cardiovascular e não sabe pode apresentar como sinais de alerta: dor no peito, dificuldade para respirar e mal estar", alerta Alana.

Antes de iniciar qualquer atividade física, o ideal é que todos realizem uma avaliação médica que inclui exame clínico e exames complementares direcionados, como o teste de esforço que avalia a condição cardíaca durante o esforço. Principalmente quem tem problemas crônicos de saúde, como pressão alta, diabetes, obesidade e colesterol alto - devem realizar avaliação médica com o objetivo de ter a indicação do exercício mais adequado à sua condição clínica.

Verdade ou mito - Todos que fazem alguma atividade física já ouviram a famosa frase: "Já fez alongamento?" Edilson Thiele, ortopedista do Hospital VITA Curitiba especialista em joelho e medicina esportiva, revela que o tal alongamento é um mito e que não há consenso na literatura internacional entre a comunidade científica sobre os reais benefícios reais da prática de alongamentos como prevenção de lesões.

No entanto, o especialista ressalta que, se for para fazer, que seja feito de forma correta, constante, entre dez a quinze minutos e após orientação e avaliação de profissional da saúde ou de atividade física. "Dar uma esticada aqui e ali por dez segundos não adianta nada antes da prática esportiva", diz. Segundo ele, a grande maioria das pessoas não se alonga do modo correto, por isso a necessidade de orientação de um profissional da área.

Projeto de prevenção - A falta de preparo físico e de técnica é a grande vilã das lesões. De acordo com Thiele, a FIFA está desenvolvendo um projeto de prevenção chamado FIFA 11+, já desenvolvido na África - durante a Copa do Mundo, na Colômbia e no México, e, Curitiba será a cidade piloto do projeto no Brasil. A iniciativa será realizada em 11 escolas públicas e visa orientar alunos entre 10 e 14 anos de idade em diferentes questões.

"Haverá um programa de prevenção de lesões, com a realização de 11 exercícios praticados três vezes na semana durante as aulas de educação física, além de um programa de cuidado com a saúde, com orientações que vão desde a lavagem das mãos até prevenção de HIV e bulling", explica Thiele, coordenador do projeto em Curitiba. "Os mais famosos jogadores de futebol também estarão envolvidos nessa ação", revela.

Nos Estados Unidos, existem vários estudos demonstrando a importância de tais iniciativas. "A ideia é que o projeto também seja adaptado aos parques da cidade, onde milhares de pessoas praticam atividades físicas diariamente."

Thiele ressalta também o trabalho preventivo na medicina esportiva. "Precisamos mudar o pensamento de que a medicina é apenas curativa, agindo somente depois da lesão instalada; podemos, sim, prevenir as lesões, trabalhando da melhor forma, com avaliação prévia, orientação e acompanhamento constante", finaliza.

Fonte CENTRAL PRESS

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Alimentos detergentes ajudam a manter saúde bucal

Os alimentos detergentes ajudam na limpeza bucal e previnem problemas de saúde como gengivite, mau hálito e cáries. Maçã, pera, kiwi, melancia, cenoura, acelga e pepino auxiliam na higiene dos dentes de quem faz as refeições fora de casa e nem sempre pode realizar a escovação correta.

"O próprio ato de mastigar esses alimentos facilita na remoção de resíduos e bactérias que são gerados durante a alimentação, além disso, as fibras desses alimentos são importantes porque aumentam a produção de saliva e aumentam o ph da boca, diminuindo a acidez e evitando que haja o crescimento de bactérias que causam problemas bucais", explica a nutricionista Marina Toledo.

Segundo o dentista de Araraquara (SP) Marcos Cesar Gonçalves, os alimentos detergentes devem ser consumidos apenas eventualmente com a finalidade de auxiliar na limpeza bucal. "A gente come carne, churrasco, enlatado, conservante, açúcar, então, se não tiver o bom senso de uma dieta equilibrada, não vai ter alimento detergente que vai resolver o problema", afirma.

O vendedor Waldemar Buffa segue as orientações. "Maçã, por exemplo, todo dia eu tenho que comer uma. O segredo para se manter é esse: quem quiser se cuidar tem que saber se alimentar". diz Buffa.


Cuidados

A partir do nascimento do primeiro dente, as crianças já podem começar a frequentar o dentista para receber orientações. "Basicamente no começo é com relação à alimentação e nutrição da criança para iniciar um processo de condicionamento com a higiene básica", explica o dentista de São Carlos (SP) Daniel Nastri de Luca.

A limpeza bucal deve ser iniciada com o uso do fio dental, que acessa áreas que a escova não chega, e posteriormente deve ser feita a escovação. "Sempre com uma escova macia ou extra macia e de cabeça pequena, acessando os últimos dentes fazendo um leve movimento para frente e para trás. Depois as laterais dos dentes, com a escova levemente inclinada em direção à gengiva, fazendo uma leve movimentação para frente e para trás em todos os dentes", ensina Luca.

O dentista orienta ainda o uso de escovas com cerdas retas, que machucam menos a gengiva, e que a escovação seja feita sempre após as refeições. "No máximo deixar um intervalo de 12 horas, é o tempo que a placa começa a endurecer e vira tártaro", diz.

Fonte G1

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Médico explica como inalação de fumaça afeta saúde

Sobreviventes de tragédias como o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em alguns casos têm de conviver com sequelas físicas e psicológicas para o resto de suas vidas.

A reportagem conversou com o pneumologista José Eduardo Afonso Júnior, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, para saber como a inalação de fumaça em incêndios afeta o organismo.

Afonso explicou que há dois problemas críticos em situações de incêndio: a inalação de substâncias tóxicas e as queimaduras internas provocadas pela inalação de fumaça quente.

"O monóxido de carbono que se forma a partir da queima de materiais entra pelo pulmão e cai na corrente sanguínea, ocupando espaço nos glóbulos vermelhos onde deveria estar o oxigênio", disse.

"Quando os glóbulos vermelhos ficam tomados por monóxido de carbono, não conseguem transportar oxigênio, o que provoca a morte".

O médico citou como exemplo casos onde pessoas morrem por inalar monóxido de carbono em uma garagem fechada.


Tóxica e Quente

Mas, no caso de incêndios, a fumaça inalada é perigosa não apenas por carregar toxinas, como também por sua alta temperatura.

"A fumaça gerada pela combustão de produtos que espumam, como plástico, já é altamente tóxica. Mas, além disso, a alta temperatura dessa fumaça causa lesões na traqueia e nos brônquios, chegando até os alvéolos" (estruturas localizadas dentro do pulmão onde ocorre a troca de gases - oxigênio e gás carbônico).

O médico explicou que, quando a fumaça muito quente é inalada, os brônquios da pessoa se fecham.

"É como uma crise aguda de bronquite que fecha os brônquios e não deixa o ar passar", disse. "Você sofre pela falta de ar e pode sentir dor porque a traqueia tem nervos que dão sensação de dor".

"A combinação da inalação do monóxido de carbono com a lesão térmica leva ao óbito em poucos minutos"


Boate Kiss

Comentando sobre a tragédia na casa noturna gaúcha, Afonso disse supor que a maioria das vítimas tenha morrido por asfixia.

"A impressão que tenho, com base apenas nas imagens que vi, é de que a maior parte morreu por causa da fumaça e do monóxido de carbono, não pela queimadura em si".

Segundo Afonso, quando há queimaduras internas por fumaça quente, a face e os cabelos da vítima também ficam queimados.

"Pelo que ouvi, os corpos não estavam carbonizados, Então, suponho que a causa da morte tenha sido asfixia".

Se há muita fumaça, e dependendo da concentração de toxinas, a pessoa perde a consciência mais rápido, ele explicou.

Ele enfatiza, no entanto, que seus comentários são hipotéticos, pois ele não possui informações específicas sobre o caso da boate Kiss.


Sequelas

Enquanto alguns, nesse momento, lutam para enfrentar a perda de entes queridos, outros velam, ansiosos, pelas dezenas de jovens internados nos hospitais da região.

Em sua entrevista à BBC Brasil, o pneumologista José Eduardo Afonso Jr. disse que muitos pacientes que sobrevivem a tragédias como essa se recuperam completamente.

É o caso, por exemplo, de pacientes que sofreram intoxicação por monóxido de carbono e perderam a consciência mas foram resgatados a tempo.

"Ficam no suporte de oxigênio e sob monitoramento, mas o monóxido de carbono vai sendo liberado e há mínimas sequelas", explicou.

"Apenas em casos em que a oxigenação ficou baixa durante muito tempo pode haver sequelas neurológicas".

Segundo Afonso, a lesão neurológica provocada pela ausência prolongada de oxigênio no cérebro é conhecida como encefalopatia anóxica.

"Quando isso ocorre, o paciente não acorda, fica em coma".

"Mas se a oxigenação foi revertida rapidamente, o paciente tem condições de ficar bem".

Mais problemática, ele explicou, é a lesão térmica e química.

"A longo prazo, a cicatrização dessas lesões térmicas pode levar a doenças crônicas, como acontece com fumantes", explicou. "Em casos mais sérios, pode haver limitação das atividades normais do paciente".

Isso ocorre porque, segundo Afonso, a cicatrização não gera um tecido idêntico ao anterior. O tecido cicatrizado muitas vezes perde sua propriedade básica, de trocar oxigênio com a corrente sanguínea de maneira eficiente.

"Dependendo do grau de lesão, há sequelas leves, onde a pessoa vive bem. Se a lesão for mais grave, a pessoa pode precisar de suplementos de oxigênio para o resto da vida, porque o seu pulmão não dá conta".

Outra consequência grave de lesões térmicas é que as queimaduras nas vias respiratórias tiram a proteção natural dos tecidos e deixam a pessoa mais vulnerável a infecções.

"A destruição da camada interna dos brônquios e da traqueia favorece infecções e muitos morrem mais tarde, vítimas dessas infecções".

"Aliás, infecções são uma causa comum de morte entre queimados, tanto em queimaduras de pele como de pulmão", explicou.

Uma outra sequela comum entre sobreviventes de incêndios é o acúmulo, dentro do pulmão, de partículas sólidas dos produtos em combustão, carregadas pela fumaça.

"Aquilo se solidifica e fica depositado lá, o pulmão não consegue se livrar desses resíduos", explicou Afonso.O médico lembrou que há várias doenças provocadas pelo acúmulo de resíduos nos pulmões, não apenas em consequência de incêncios.


Trauma Emocional

De maneira geral, a sensação de falta de ar tende a provocar pânico profundo nas pessoas, disse o pneumologista.

Ele explicou que muito depende da pessoa e do que ela vivenciou. Mas contou que transtornos de ansiedade (incluindo-se, em casos extremos, a Síndrome do Pânico) e depressão são comuns nesses casos.

"Se os seus amigos afundam sua cabeça na piscina, ficar sem respirar, mesmo que por poucos segundos, já é suficiente para causar um pânico grande".

"Entre os sobreviventes de um incêndio como esse, além da situação de estresse e tumulto, quem não conseguiu respirar certamente viverá um trauma", ele disse.

Afonso citou casos de pessoas que se recuperaram bem mas começaram a ter crises de falta de ar, sem qualquer justificativa pulmonar.

"Com certeza, esses pacientes devem procurar ajuda psicológica", recomendou o pneumologista.

Fonte BBC BRASIL

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pesquisa cria sorvete saudável com menos sódio e gordura

Não é novidade que uma dieta balanceada é essencial para o bom funcionamento do organismo. Entretanto, o estado nutricional, principalmente das populações que vivem em países desenvolvidos, é afetado por hábitos inadequados como o consumo excessivo de gorduras, elevada ingestão de açúcares e diminuição considerável do consumo de fibras, vitaminas e minerais, que podem favorecer a incidência de doenças crônico-degenerativas.

Além disso, a ingestão de cálcio da população está muito abaixo dos valores considerados ideais, que é de 1000 mg/dia para adulto. Segundo a Marina Leopoldina Lamounier, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), em decorrência disso, muitas crianças estão sujeitas ao raquitismo, à baixa estatura, à osteopenia e osteoporose. “Isso ocorre porque muitos produtos lácteos, como leite e queijo, não são interessantes ou atraentes suficientemente, contribuindo para o baixo consumo”.

Daí surgiu a ideia de melhorar os alimentos que são atraentes, principalmente para as crianças e, nesse contexto, a pesquisadora desenvolveu um sorvete saudável, com alto teor de fibra alimentar, cálcio e vitaminas, e redução de sódio, açúcar e gorduras. “O interesse principal é fazer com que o sorvete tenha múltiplas funções, pois o consumidor moderno deseja alimentos que satisfaça e que ao mesmo tempo seja saudável”, afirma Marina.

A Pesquisa

O estudo, realizado no Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da ESALQ, desenvolveu um preparado em pó enriquecido com fibras de linhaça, inulina e FOS (fonte de prebióticos) com redução do teor de açúcar, gordura e sódio. Os sorvetes foram elaborados com o preparado lácteo e saborizados com polpa de Mangaba – fruta típica do cerrado brasileiro.

Fonte: EXAME

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Prática de exercícios físicos melhora resultados da lipo

Queridinha das mulheres, a lipoaspiração é considerada um dos procedimentos  estéticos mais realizados no Brasil, além de ser - segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) - a grande preferida do sexo feminino em 45% dos casos das intervenções cirúrgicas. No entanto, apesar do tamanho sucesso, a técnica precisa de uma ajudinha extra para garantir os resultados esperados, como a prática constante de exercícios físicos - responsáveis por proteger os órgãos internos do acúmulo de gordura.

“Aliada à alimentação saudável, as atividades corporais são fundamentais no processo de recuperação da cirurgia e para o surgimento dos resultados, desde que sejam realizadas após 30 dias da operação e acompanhadas por um profissional responsável", afirma Marcelo Wulkan, cirurgião plástico e membro da SBCP.

Por isso, para garantir a eficácia da tão desejada lipo, confira, a seguir, os exercícios aeróbicos mais indicados para promover a queima de gordura, garantir a firmeza cutânea e esculpir ainda mais a silhueta.

Corridas
Com função de acelerar o metabolismo e ajudar na perda de peso, a corrida é uma das práticas mais indicadas para quem deseja reduzir ainda mais as medidas depois da lipoaspiração. Responsável por queimar até 300 calorias em apenas 30 minutos, o exercício também melhora de forma saudável o nível de colesterol do organismo e deve ser realizado três vezes por semana.

Bicicleta
Para quem não gosta de frequentar academias, uma boa opção para conquistar a silhueta dos sonhos é pedalar ao ar livre três vezes por semana. Isso porque os exercícios feitos com a bicicleta são capazes de reduzir o peso corporal, eliminando entre 150 a 300 calorias a cada 30 minutos, além de ajudar a modelar ainda mais o corpo.

No entanto, vale a pena ressaltar que nem todo mundo pode se dedicar às pedaladas: quem tem lesão no joelho, quadril ou coluna deve descartar a ideia para evitar contusões e perguntar ao cirurgião plástico qual atividade adotar.

Natação
Além de promover a redução de medidas corporais, as braçadas constantes na piscina também ajudam a queimar até 260 calorias em 30 minutos e podem proporcionar mais flexibilidade e resistência ao corpo. A prática, potencializadora dos efeitos da lipo, deve ser feita três vezes por semana.

Cordas
Apesar da fama de brincadeira de criança, pular corda é uma boa pedida para quem deseja garantir os efeitos da lipoaspiração. Além de queimar gordura, o exercício ajuda a eliminar de 250 a 400 calorias em apenas 30 minutos e pode ter seus efeitos intensificados se realizado três vezes por semana.

Step
Com movimentos rápidos de sobe e desce, o Step também é uma boa ajuda para as mulheres que se renderam aos benefícios da lipoaspiração, pois tem como principal função reduzir as medidas e modelar o corpo. Com possibilidade de promover a queima de 300 calorias em 30 minutos, o exercício ainda promove o fortalecimento dos ossos, tendões e ligamentos.

Fonte: TERRA

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pratica de atividade física no verão exige cuidados

A procura pela prática de atividade física aumenta no verão. Afinal, todo mundo quer exibir um corpo mais enxuto na praia ou piscina. Mas, um detalhe que poucos se dão conta é que se exercitar no verão exige mais cuidados, justamente pelo aumento da temperatura.

O clima mais quente exige mais do sistema de refrigeração corporal, passando o organismo a produzir mais suor, o que diminui o volume de plasma sanguíneo. Essa diminuição compromete o mecanismo de perda de calor, mas também o sistema cardiovascular e a capacidade de praticar exercícios. E provoca transtornos como cãibra, cansaço, tontura e até desmaio.

Por isso, antes de pensar em correr nas areias da praia, caminhar ao meio dia ou patinar na rua, saiba que essas atividades exigem um preparo. Em primeiro lugar, no verão, não pense em aumentar o ritmo da atividade e sim diminuí-lo. A intensidade e a duração do exercício deve ser menor no calor e eles não devem ser praticados na hora mais quente do dia.

A hidratação não pode ser esquecida. É preciso beber água antes, durante e depois do exercício para repor os líquidos e sais minerais perdidos com a transpiração.

O ideal é praticar exercícios em áreas ventiladas, pois o contato com o ar mais frio resfria a pele. Usar roupas claras e confortáveis e filtro solar se o exercício for praticado ao ar livre.

Fonte: MIDIA NEWS

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Trabalhar em pé ajuda a perder peso, diz cientista

Trabalhar até três horas em pé por dia consome 144 calorias e pode resultar na perda de até 3,6 kg por ano. O conselho é do cientista John Buckley, da Universidade de Chester, na Grã-Bretanha. O pesquisador tenta tirar proveito de sua própria teoria. Usando uma escrivaninha dos anos 1940 na qual escreve em pé, ele argumenta que os humanos foram "desenhados" para se moverem e ficarem eretos. "Não há necessidade de ficar muito tempo sentado", diz Buckley.

Professor do Departamento de Ciências Clínicas e Nutrição, ele diz que deixar de trabalhar exclusivamente sentado melhora a circulação e ajuda a combater a obesidade. "As pessoas se sentam no trabalho, no carro e quando estão na frente da TV", baixando seu metabolismo para níveis mínimos, argumenta. "Não é natural (ficar o tempo todo sentado). Os humanos foram desenhados para ficarem em pé e se manterem em movimento", diz.

Mudança de comportamento

Buckley reconhece que trabalhar em pé requer uma mudança de comportamento. Mas o desprezo pelas cadeiras não é algo necessariamente novo. Vide Ernest Hemingway, o escritor americano que gostava de escrever em pé. Assim como o autor de origem russa, Vladimir Nabokov, outro adepto da prática.

Para fundamentar sua tese, Buckley cita estudos que mostram que o estilo de vida sedentário é menos saudável e pode causar tantas mortes quanto o cigarro.

Ele também menciona pesquisas que mostram que ficar muito tempo sentado pode aumentar o risco de diabetes.

O professor, que presta assessoria sobre questões de obesidade a autoridades de saúde da Grã-Bretanha, defende mudanças nos escritórios a fim de liberar as pessoas das cadeiras. "É uma pequena mudança em seu comportamento... mas usar uma escrivaninha em pé pode fazer uma grande diferença em sua saúde", diz.

Via TERRA

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pesquisa liga bebidas diet a maior risco de depressão

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos verificou uma possível ligação entre o consumo de bebidas diet e um maior risco de depressão.

O estudo realizado com 250 mil pessoas indicou que aquelas que consumiam quatro latas ou copos de refrigerantes ou sucos dietéticos por dia aumentavam o risco de depressão em até um terço.

A pesquisa, apresentada na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, não indicou a causa dessa ligação.

O estudo também analisou o efeito do consumo diário de café e verificou que os consumidores contumazes da bebida tendem a sofrer menos de depressão.

Segundo os pesquisadores, as pessoas que bebiam quatro copos de café por dia tiveram 10% menos chance de serem diagnosticados com depressão ao longo dos dez anos do estudo do que aqueles que não bebiam café.

"Nossa pesquisa sugere que cortar ou reduzir o consumo de bebidas com adoçante ou trocá-las por café não adoçado pode reduzir naturalmente seu risco à depressão", afirma o coordenador do estudo, Honglei Chen, do Instituto Nacional de Saúde da Carolina do Norte.

Ele disse, porém, que mais estudos são necessários para explorar as causas dessa relação.

Os pesquisadores advertem ainda que os resultados se aplicam aos objetos do estudo --pessoas acima de 50 anos vivendo nos Estados Unidos--, mas podem não ser repetidos em outras amostras.

CRÍTICAS

Os resultados da pesquisa americana são contestados pela Associação Dietética Britânica. Para a nutricionista Gaynor Russell, porta-voz da organização, o estudo não significa necessariamente que adoçantes provocam depressão.

"Para começar, as pessoas que sofrem de depressão podem se ligar mais à ideia de que suas bebidas adoçadas provocam o problema e então adicionar uma inclinação em seus relatos de consumo passado, especialmente porque os refrigerantes nos Estados Unidos são muito demonizados. Além disso, pode ser que o consumo de bebidas dietéticas esteja ligado à obesidade e ao diabetes, o que podem ser em si mesmos causas para a depressão", afirma.

Segundo ela, "os adoçantes não caloríficos têm um papel importante em dietas para as pessoas que tentam perder peso ou que têm diabetes, e certamente não é recomendável que elas substituam suas bebidas dietéticas por mais café".

Russell afirma que a segurança dos adoçantes, como o aspartame, já foi extensivamente estudada por pesquisadores e é certificada por agências reguladoras.

Via FOLHA

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Remédio caseiro de vapor para as espinhas

O vapor tem uma grande qualidade para ajudar a pele, especialmente para ajudar a eliminar as espinhas e outros problemas estéticos similares. Isso realmente ajuda a abrir os poros e, portanto, é algo que é sempre bem-vindo, a fim de eliminar cravos, espinhas e outras imperfeições.

Uma boa maneira de fazê-lo mais completo, no entanto, é incorporando também alguma erva adstringente e antibacteriana. Por que não tentar com um de folha de louro, tomilho e sálvia? Talvez este vapor de ervas seja justamente o que você precisa para eliminar essas malditas espinhas que ninguém gosta de ter no rosto.

Ingredientes:

- Um litro de água
- Uma colher de sopa de tomilho
- Uma colher de sopa de sálvia
- Uma folha de louro

Preparação:

Coloque em uma panela a água, a folha de louro, o tomilho e a sálvia. Leve ao fogo, e assim que ferver e começar a gerar vapor, você deve tomar os banhos. Coloque uma toalha cobrindo a cabeça, formando uma espécie de “tenda” ao redor do vapor, para que ele vá diretamente para o seu rosto.

Atenção: é vapor e está muito quente. Por esta mesma razão, não aproxime muito o seu rosto.

Agora os seus poros estão abertos e você pode lavar o rosto e remover as espinhas. O efeito que tanto as ervas quanto o vapor geram em seu rosto pode ser muito satisfatório.

Como foi dito, os poros se abrem e elimina os cravos, o que é algo muito mais simples desta maneira. O ideal para finalizar é aplicar uma máscara adstringente, tais como a de chá verde. Isso servirá para evitar que continue sendo gerado um efeito gorduroso em seu rosto e mantenha fora as espinhas.

Se este remédio não for o suficiente ou simplesmente não te interessa muito o vapor como medicamente medicinal, não hesite em experimentar outro remédio de limão e alho ou apenas um pouco da mágica aloe vera.

Via SAÚDE DICAS

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Prática de exercícios físicos exige cuidados com a pele

Imprescindíveis para a saúde e estética do corpo, os exercícios físicos também podem ser grandes aliados das mulheres que desejam manter a pele jovem e bonita por mais tempo. Responsável por ativar a circulação sanguínea, facilitar a nutrição da cútis e ainda combater substâncias que promovem o envelhecimento, a atividade física e esportiva exige uma série de cuidados especiais com a cútis.

Isso porque o treino influencia diretamente na beleza e saúde do maior órgão do corpo humano. “Quem pratica algum tipo de exercício físico precisa manter o rosto sempre limpo para impedir a obstrução dos poros e permitir que o fluxo do suor seja natural. Além disso, é importante deixá-lo preparado para suportar a ação de agentes externos, como o sol e o frio”, explica Valcinir Bedin, dermatologista e diretor do Centro Integrado de Prevenção do Envelhecimento (CIPE).

Por isso, confira, a seguir, quais cuidados você deve tomar antes e depois de suar a camisa para conquistar, além de um corpo perfeito, a pele dos sonhos.


Caminhadas

A caminhada exige cuidados especiais com a cútis, principalmente se for realizada ao ar livre. Portanto, antes de sair pelas ruas, a dica é caprichar no protetor solar para blindar o rosto, braços, pernas e pescoço da ação negativa dos raios ultravioleta. “Como essas regiões ficam muito expostas ao sol e o suor excessivo acaba diluindo o protetor, ele deve ser aplicado meia hora antes do exercício e repassado a cada duas horas na face e no corpo”, recomenda Valcinir.

Após o exercício, indica-se uma ducha com água morna para relaxar o corpo e, logo em seguida, a aplicação do hidratante para combater a ação do sol que tende ao ressecamento.


Corridas

Ideal para quem deseja melhorar o condicionamento físico, perder peso e ganhar massa muscular, a prática da corrida pode ser uma inimiga da cútis, devido à ação negativa de agentes externos, como o frio, vento e tempo seco. Por isso, quem corre ao ar livre precisa lavar o rosto com sabonete neutro ou específico para o tipo de derme, aplicar um bom hidratante e caprichar no protetor solar antes de acelerar os passos. Depois do exercício, basta lavar e hidratar novamente a cútis.


Bicicleta

Ciclistas de plantão costumam deixar para trás a importância de proteger a pele dos raios de sol antes de dar as primeiras pedaladas. “A dica é aplicar sempre filtro solar no rosto e no corpo, além de beber muita água”, informa Anderson.  Além disso, depois do exercício, vale a pena tomar um bom banho e usar hidratantes para proporcionar aquela gostosa sensação de frescor à cútis.


Natação

Quando o assunto é pele, os cuidados com a natação devem ser redobrados por causa do cloro usado na água. Para se prevenir, o ideal é usar produtos à base de lipossomos e ceramidas. O primeiro impede o contato das células do tecido cutâneo com o cloro e o segundo retém a água do corpo, o que também funciona como película de proteção.

Depois de cair na piscina, a recomendação é tomar uma ducha para retirar o cloro em excesso e usar óleos corporais ou cremes hidratantes para evitar o ressecamento.


Esportes em geral

Quem pratica esportes, como o bom e velho futebol de fim de semana, costuma sofrer com assaduras provocadas pelos atritos da parte interna das coxas, da região medial dos joelhos e das dobras das axilas. Por isso, uma forma de evitar o problema é usar vaselina líquida que facilita o deslizamento da pele nessas áreas. “Também é fundamental manter a cútis sempre limpa, aplicar um hidratante potente nas áreas de dobras e usar filtro solar, caso a modalidade seja realizada ao ar livre”, lembra Valcinir.

Fonte TERRA

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Praticar exercícios melhora qualidade dos espermatozoides

Homens que pretendem ter filhos no futuro devem praticar exercícios regularmente, já que um estudo descobriu que as atividades podem ajudar os espermatozoides a nadarem mais rápido. Pesquisadores concluíram que homens que não têm uma vida sedentária têm espermas com uma melhor performance no processo de fecundação. As informações são do Daily Mail.

Eles acreditam que os exercícios promovem níveis mais saudáveis de hormônio, o que cria um desenvolvimento melhor na produção de espermatozoides.

O estudo – feito pela Universidade de Córdoba, na Espanha – é importante porque a qualidade do sêmen caiu na maioria dos homens, nos últimos 50 anos. Consumo de bebidas, fumo e obesidade são os fatores que mais contribuíram para o problema. “Apesar do fato de que a população da amostra não ser muito grande, no total de 31 homens, dada a complexidade da análise, este é o primeiro estudo que avaliou as diferenças entre esses parâmetros em ambas as populações”, disse a líder da pesquisa Diana Vaamonde.

Ela afirmou que mais pesquisas devem ser feitas sobre a qualidade do esperma, mas que já está provado que a prática de exercícios melhora o ambiente hormonal e produção de espermatozoides.

Fonte TERRA

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Música e atividade física: a combinação perfeita

Dieta balanceada, hidratação correta e bastante disciplina. Essas são algumas das dicas dadas a quem deseja aumentar o seu rendimento físico. Mas, você sabia que ouvir música enquanto pratica exercícios físicos pode melhorar expressivamente seus resultados?

Segundo um estudo realizado pela Universidade Estadual da Bahia (UESB), a música pode aumentar em até 15% o desempenho de sua atividade física. Isso porque ela estabelece um ritmo no exercício, fator importantíssimo em atividades marcadas pela repetição – como uma academia, por exemplo. Por isso é essencial que a música escolhida esteja em concordância com a atividade praticada, de modo com que os ritmos coincidam. Se sua atividade é de maior intensidade – como step, spinning ou jump – prefira músicas mais agitadas; já atividades mais lentas, como o aquecimento, pedem faixas mais calmas.

Como resultado, o praticante tem sua percepção de esforço diminuída em 10%, evitando a fadiga. Além disso, por estarem mais motivadas, as pessoas se exercitam por um intervalo maior de tempo e apresentam um aumento em seus batimentos cardíacos.

Ainda segundo o estudo, é imprescindível escolher um estilo musical que te agrade. Caso contrário, os efeitos da música podem ser prejudiciais ao seu treino, causando desconforto e queda de rendimento. Outro cuidado necessário é controlar o volume das faixas, principalmente quando praticando exercícios ao ar livre, onde é necessário manter a atenção constante no trajeto e em veículos.

Fonte MUNDO ELA

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Exercício físico é melhor do que atividade intelectual para proteger a memória de idosos

Segundo pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Grã-Bretanha, a atividade física pode ser melhor do que exercícios que estimulam a mente, como palavras-cruzadas, para proteger o cérebro contra o envelhecimento. Em um estudo feito com quase 700 idosos, esses especialistas concluíram que quem é fisicamente ativo tende a ter maiores volumes das massas cinzenta e branca do cérebro, o que indica que os prejuízos à memória e à cognição, que ocorrem naturalmente com a idade, são menores entre esses indivíduos.

A massa cinzenta é uma região do cérebro que possui o corpo das células nervosas e que abrange partes do órgão envolvidas no controle muscular, memória, fala e percepção sensorial, tais como ver e ouvir. A substância branca, por outro lado, conecta regiões do cérebro envolvidas no processamento das emoções, atenção, tomada de decisão e controle cognitivo. É normal que o cérebro diminua quando uma pessoa atinge uma idade mais avançada e, portanto, que essas funções sejam prejudicadas com o envelhecimento.


A Pesquisa

Título original: Neuroprotective lifestyles and the aging brain: Activity, atrophy, and white matter integrity

Onde foi divulgada: revista Neurology

Quem fez: Alan Gow, Mark Bastin, Susana Muñoz Maniega, Maria Valdés Hernández, Zoe Morris, Catherine Murray, Natalie Royle, John Starr, Ian Deary e Joanna Wardlaw

Instituição: Universidade de Edimburgo, Grã-Bretanha

Dados de amostragem: 691 pessoas de 70 a 73 anos

Resultado: Atividade física é melhor do que atividades intelectuais para proteger o cérebro contra lesões e para preservar as massas cinzenta e branca do órgão, e, portanto, preservando a memória e a cognição


Fonte VEJA

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Praticar exercícios antes do café da manhã pode queimar mais calorias

O verão está chegando e novidades que possam ajudar a emagrecer são bem vindas. Um novo estudo escocês sugere que treinar antes do café da manhã pode ser mais eficaz para a perda de peso. De acordo pesquisadores da Universidade de Glasgow, treinar de estômago vazio pode potencializar a perda de gordura e o emagrecimento.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram dez voluntários sedentários e com excesso de peso. Cada participante do estudo passou por três estágios diferentes: no primeiro, consumiram o café da manhã normalmente e não praticaram nenhum tipo de exercício. Na segunda parte da pesquisa, os cientistas avaliaram os efeitos de 60 minutos de caminhada vigorosa antes do café da manhã e, por último, os voluntários realizaram a caminhada matinal após a primeira refeição do dia.


Treinar antes do café da manhã também reduz níveis de gordura no sangue

Como era esperado, nos estágios em que havia prática de exercícios físicos, a queima calórica foi maior. No entanto, no período em que os voluntários realizaram a caminhada antes do café da manhã, houve maior perda de peso e redução de gordura no sangue quando comparado ao estágio em que os participantes realizaram a atividade após o desjejum.

De maneira geral, os pesquisadores não recomendam pular a primeira refeição do dia. Durante o estudo, os voluntários almoçaram três horas e meia após consumirem o café da manhã. Os níveis de gordura, insulina e açúcar no sangue foram medidos de oito em oito horas.

Fonte: TÔ SABENDO

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Praticar mais atividade física aumenta a felicidade

Praticar mais atividade física do que o costume pode influenciar de forma positiva o quão satisfeita uma pessoa se sente com sua vida. Essa conclusão, que faz parte de uma pesquisa da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, reforça a ideia de que exercitar-se é um hábito cujos benefícios excedem a saúde física, e é fundamental também para o bem-estar psicológico. O estudo foi publicado nesta semana na revista médica Health Psychology.

Participaram da pesquisa 253 pessoas de 18 a 25 anos. Segundo os autores, os indivíduos dessa faixa-etária são aqueles cujos relatos sobre satisfação com fatores como trabalho, família e vida social são os mais instáveis. “Nessa idade há uma série de mudanças ocorrendo, pois essas pessoas estão saindo de casa, mudando de trabalho ou cursando uma universidade. Então, a satisfação com a vida pode despencar de uma hora para a outra”, diz Jaclyn Maher, que coordenou o estudo.

Os participantes da pesquisa foram orientados a escrever, durante um período que variou de oito a 14 dias, um diário no qual relatavam como se sentiam em relação a vários aspectos da vida (profissional, pessoal, autoestima e etc) e também informavam sobre a quantidade de atividade física que praticavam a cada dia. Além disso, quando o estudo começou, a equipe traçou as características da personalidade de cada um.

Os resultados mostraram que a quantidade de atividade física com a qual uma pessoa se compromete a fazer em um determinado dia influencia diretamente no quão satisfeita ela se sente com a vida naquele momento. Ou seja, quanto mais alguém se exercita, mais feliz relata se sentir. Além disso, o estudo descobriu que aqueles que já costumam praticar exercícios frequentemente, quando aumentam a quantidade de atividade em um dia, também relatam maior contentamento.

Fonte: VEJA

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Médico orienta como proteger os joelhos durante atividades físicas

Os joelhos são responsáveis por aguentar e carregar todo o peso do corpo. Dessa forma, durante a prática de qualquer atividade física todo o cuidado é pouco para evitar que eles se machuquem.

De acordo com o ortopedista Luiz Alberto Nakao Iha, para manter o peso e evitar lesões no joelho, o exercício físico deve ser realizado em intensidade moderada com duração de aproximadamente 30 minutos, 5 vezes por semana.

“A articulação do joelho é uma das campeãs em reclamação por geralmente estar em movimento durante o exercício e suportar esforços sem nenhum tipo de proteção, sendo, portanto, sujeita a torções e lesões diversas, podendo dificultar a prática do exercício e até mesmo impedi-la”, explica o ortopedista.

As pessoas que costumam correr, caminhar ou praticar esportes como futebol, basquete e vôlei nem sempre estão bem orientadas quanto aos cuidados que devem ter, para que os joelhos não sejam sobrecarregados. Algumas medidas são necessárias.

“Um ponto importante que deve ser frisado é a avaliação médica, preferencialmente por um profissional com experiência no esporte, antes mesmo de se iniciar qualquer tipo de exercício, uma avaliação global da condição clínica do indivíduo para saber se o esforço que ele irá fazer traz algum risco à sua saúde”, recomenda o ortopedista.

O educador físico também deve estar sempre presente para que exista um padrão definido de trabalho e tudo seja realizado de maneira adequada.

Veja as dicas do ortopedista Luiz Alberto Nakao:

- Realize exercícios de fortalecimento muscular, e não apenas a atividade aeróbica, para estabilizar as articulações
- Pré aqueça o corpo preparando-o para a atividade, alongue a musculatura pós-exercício aeróbico, para diminuir o estresse sobre o grupo muscular trabalhado
- Pratique suas atividades em locais adequados, evitando os extremos de temperatura e umidade
- Mantenha sempre a hidratação e boa alimentação, evitando desgaste desnecessário do corpo e consequente lesão
- Respeite seu corpo, não realize atividades além de sua capacidade
- Durma bem, uma boa noite de sono é fundamental para a recuperação do corpo
- Escolha corretamente seu material esportivo, sempre leve em consideração o local, tipo de piso, condição climática, sua constituição corporal e formato do pé (para escolha do melhor calçado)
- Siga o cronograma proposto pelo médico em conjunto com o educador físico

O médico também esclarece algumas das dúvidas mais comuns:

Quais são os esportes que abusam dos joelhos?
Qualquer esporte realizado sem orientação de um profissional pode ser prejudicial ao joelho. Segundo ele, os maiores inimigos da articulação são: saltos, mudança de direção repentina, flexão e rotação. Por isso, é preciso ter muito cuidado ao jogar futebol, participar de uma corrida, praticar ciclismo ou tênis.
De que forma as lesões podem ser evitadas?
Os exercícios devem ser escolhidos levando em consideração o nível de condicionamento e idade. É importante fazer um alongamento muscular com duração de 10 minutos.
Quando for começar a praticar um esporte, é recomendável manter um ritmo leve durante as primeiras semanas ou meses. Só aos poucos deve-se ir aumentando os exercícios, ao longo do treinamento, para adquirir o condicionamento do corpo.

O que se deve fazer quando ocorre uma lesão no joelho?
Deve-se fazer compressas de gelo para diminuir o inchaço no local. A depender da lesão, a fisioterapia pode resolver. Nos casos de lesões de menisco ou do ligamento cruzado anterior, pode ser necessário realizar um tratamento cirúrgico.

O tipo de tênis usado para praticar esporte pode interferir no joelho?
O calçado também é responsável pela saúde dos joelhos de qualquer atleta e de pessoas que frequentam a academia ou fazem apenas caminhadas. Por isso, é importante identificar qual é o tipo de pisada e usar o tênis correto. Em esportes que exigem uma carga de força ou alto impacto, é indicado o uso do tênis com sistema de amortecimento.

O uso do salto pelas mulheres prejudica a movimentação dos joelhos?
O salto induz o encurtamento muscular e o deslocamento do centro de gravidade do corpo, o que pode acarretar alterações articulares nos membros inferiores, principalmente nos joelhos. E não são somente os sapatos com salto que podem causar problemas, os baixos, como as rasteirinhas, também podem sobrecarregar os tornozelos e joelhos, por não conseguirem absorver o impacto da caminhada.

Fonte: TRIBUNA DA BAHIA

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Atividade física ajuda na prevenção de doenças metabólicas

Pesquisa realizada na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) desvendou parte dos mecanismos metabólicos pelos quais a prática de atividade física ajuda a prevenir problemas de saúde causados pela má alimentação, como diabetes e acúmulo de gordura no fígado.

O experimento foi feito com camundongos que receberam uma ração incrementada com chocolate, bolacha de maisena, amendoim e açúcar. A dieta, batizada de Cafeteria, tinha o objetivo de mimetizar os hábitos alimentares humanos, explicou a Fabiana de Sant'Anna Evangelista, coordenadora da pesquisa financiada pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

“Padronizamos a dieta em um estudo anterior e vimos que após seis semanas com essa alimentação os animais já desenvolviam um quadro de intolerância à glicose, resistência à insulina e obesidade”, contou a pesquisadora.

Embora o valor calórico da dieta de Cafeteria não seja muito diferente – 4,23 quilocalorias por grama (kcal/g) contra 3,78 kcal/g da ração normal – o teor de gordura salta de 4% para 18,74%. O valor proteico, por outro lado, cai de 22% na ração padrão para 15%. As fibras também são reduzidas de 6% para 3,24%. Já a porcentagem de carboidratos das duas dietas é parecida, em torno de 55%, mas aqueles presentes na Cafeteria têm maior índice glicêmico.

“Como essa dieta tem sabor agradável, desencadeia um comportamento alimentar compulsivo. Os animais passam a comer por prazer, como os humanos. Isso leva a uma ingestão calórica maior, aumento da adiposidade e da glicemia e maior resistência à ação da insulina”, disse a pesquisadora.

Para verificar se a prática de atividade física era de fato capaz de prevenir esse quadro, os animais foram submetidos a um programa de treinamento de dois meses, que incluía 1 hora uma de exercício físico aeróbio na esteira com intensidade moderada, cinco dias por semana.

Fonte: EXAME

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