terça-feira, 29 de maio de 2012

Infância é decisiva para incentivar a prática de atividades físicas

Muitas pessoas não conseguem encontrar afinidade com certas tarefas ou qualquer tipo de atividade física. São adultos que não gostam, não se sentem à vontade ou até mesmo iniciam e não continuam em academias, esportes ou outras atividades que exijam a movimentação física.

Para o especialista em Bioquímica, Fisiologia, Nutrição e Treinamento Desportivo, pela Unicamp, Décio William da Silva, isso pode ser reflexo da infância, o momento decisivo na formação do ser humano em todos os aspectos, inclusive para a formação de nossas aptidões físicas.

Décio explica que, se tivermos experiências negativas ou excludentes em nossa infância relacionadas às praticas esportivas, manteremos essa resistência na fase adulta também. “Muitas vezes, em nossa formação, principalmente escolar, o papel do professor é imensurável, pois este nos encorajara a enfrentar resistências ou limitações recorrentes às práticas, visto que nessa fase aqueles que mais necessitam de estímulos, por qualquer limitação que possuam, ficam excluídos.”

Segundo o educador físico, estimular o prazer em praticar atividades físicas vem a partir da experimentação, a pessoa deve conhecer as possibilidades para escolher a que mais a agrada e, com isso, construir um laço de aptidão e realizar as atividades com prazer.

Neste ponto é que a infância é novamente o ponto principal. Décio explica que muitos pais não compreendem e acabam por trazer frustrações aos filhos. “Nos deparamos com pais que, por afinidade com determinadas modalidade, induzem seus filhos a vivenciá-las, culminando na falta de continuidade ou em casos mais severos, como distúrbios psicológicos relacionados à pressão familiar”, avalia.

Para desenvolver a habilidade das crianças e despertar interesse, Décio diz que o essencial é não atrelar a prática física apenas a uma modalidade esportiva específica, utilizando as brincadeiras e jogos de rua. “Hoje, em consequência da falta de segurança, locais específicos e indisponibilidade dos pais, as crianças ficam resguardadas e emergidas nesta geração totalmente tecnológica e digital.”

Compreender todos estes aspectos pode ser a resposta ao porquê de muitos adultos não darem continuidade aos diversos cursos em que se inscrevem. “Ser democrático e apresentar vivências distintas a nossas crianças é a melhor opção hoje para não formarmos adultos sedentários e hostis à atividade física amanhã”, finaliza.

Fonte JORNAL CIDADE

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